Oficina de Percussão
Oficina de Teatro 01
Oficina de Hip Hop
Oficina de Teatro 02
E ainda tivemos oficinas de Bijoux e Fotografia.
Obrigado aos profissionais e professores que deram os cursos e a todos os participantes.
e-mail: setorjuventudelondrina@hotmail.com
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Dom Walmor Oliveira de Azevedo
O Papa João Paulo II, na sua mensagem para a XVII Jornada Mundial da Juventude, em Toronto, 28 de julho de 2002, convocou os jovens a serem “sentinelas da manhã”. Um convite-convocação para que os jovens se empenhem na renovação do mundo à luz do Plano de Deus. Esta resposta só é possível para os jovens que não temem o sacrifício, nem a entrega da própria vida, mas temem uma vida vivida sem sentido. Este é um desafio que supera as proporções e injunções todas de crises econômicas e políticas. O sentido da vida é a fonte e alavanca de tudo. Este sentido não se produz simplesmente com alguns cálculos e estratégias que favorecem a conquista do bem estar ou de garantias materiais. O sentido autêntico da vida para os jovens é “a capacidade para se opor às falsas ilusões de felicidade e aos paraísos das drogas, do prazer, do álcool e de todas as formas de violência”, diz o Documento de Aparecida. Ao celebrar o Domingo de Ramos, abertura da Semana Maior, a Semana Santa, pela vivência e seguimento dos passos do Senhor Jesus, celebrando o mistério pascal de sua morte e ressurreição, a Igreja congrega, em cada diocese do mundo, em torno do seu bispo, pastor maior, os jovens. É a XXIV Jornada Mundial da Juventude.
Com o gesto de acompanhar a procissão de ramos, a Igreja reaviva e sela no coração de todos, particularmente dos jovens, a fonte insubstituível de sentido para suas vidas pela experiência do seguimento de Jesus Cristo. Este horizonte claro e animador, no entanto, se contrasta com a situação lamentável dos jovens na sociedade contemporânea. Os jovens estão afetados pelas seqüelas da pobreza, impossibilitando o crescimento de suas vidas e jogados na exclusão; afetados por uma educação de baixa qualidade, deixando-os abaixo de níveis razoáveis de competitividade, vítimas, não raramente, de enfoques antropológicos reducionistas, incapacitando-os a tomar decisões duradouras, pela restrição de seu horizonte de vida. Não se pode desconsiderar a carga pesada da alienação e até mesmo das novas propostas religiosas e pseudo-religiosas, além das crises familiares que aprofundam carências afetivas e multiplicam os conflitos emocionais.
É triste e preocupante o cenário, com suas alarmantes estatísticas, para consideração de governantes e cidadãos todos, quando se trata dos jovens em situação permanente de risco, com oportunidades escassas, escravizados pela droga e vítimas de violências. A morte violenta de jovens é uma calamidade pública e vergonhosa, exigindo de governos políticas públicas mais ágeis e decisivas. É irrelevante a contabilização de políticas públicas governamentais mais efetivas para a recuperação de jovens que já perderam o lustro de suas vidas em razão das drogas, do tráfico e de uma concepção equivocada acerca de suas vidas. Esta exigência se espraia para tocar as confissões religiosas, os cidadãos de boa vontade motivando-os a ações, ainda que miúdas e pulverizadas, colocando a todos em estado permanente de mutirão para salvar, amparar, promover e apoiar os jovens neste momento crucial de suas vidas. É preciso fazer sempre, sempre mais, incansavelmente, para que esta guerra da violência que está dizimando a juventude brasileira não continue a crescer em estatísticas tão deprimentes.
A promoção da XXIV Jornada Mundial da Juventude, neste Domingo de Ramos, é oportunidade para lembrar a todos da urgência do comprometimento com a juventude, respondendo, diariamente, o que se fez e o que se fará, hoje, agora, pelos jovens, especialmente aqueles que estão enterrados, sem saída, em situações terríveis de risco. O Papa Bento XVI, na sua mensagem, retoma um compromisso importante e decisivo que a Igreja tem na vivência de sua opção preferencial pelos jovens. É o compromisso de educar os jovens para a esperança, ajudando-os a sair da crise de esperança que atinge especialmente as novas gerações, reavivando o lustro próprio da juventude que é tempo de esperança. Infundir esta esperança nos jovens significa, antes de tudo, garantir-lhes e facilitar-lhes a participação nas comunidades de fé e na vivência familiar, de modo que experimentem que só em Deus o ser humano encontra sua verdadeira realização, e o encontro pessoal com Cristo é sua concretização. Inclui também a disposição cidadã de atuar para ajudar os jovens nas suas dificuldades de estudo, falta de trabalho, incompreensões na família, doenças, deficiências, carências de recursos. Esta celebração firme a opção preferencial pelos jovens, justifique a candidatura do Brasil para sediar a Jornada Mundial da Juventude de 2014, e Belo Horizonte, candidata para ser palco do evento, esteja mais preparada pela efetivação de compromissos e políticas públicas e ações eclesiais mais efetivas pelos jovens. É preciso trabalhar muito para que os jovens sejam “enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé” (Cl 2,7).
Aconteceu no dia 28 de fevereiro e 01 de março de 2009 a primeira etapa da Escola de Educadores Passo a Passo Pé Vermelho, mais uma realização da Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Londrina em parceria com o Centro Juvenil Vocacional Josefino, reunindo 34 jovens, lideres e assessores de grupos de jovens e adolescentes, vindos de Londrina e região (dois deles de Apucarana e sete de Ourinhos – SP).
O encontro discutiu 5 temas principais: “O valor da pessoa” e “Sou chamado a se
r pessoa” coordenado por Fabíula Riechel, “A pessoa na sociedade” e “Protagonismo” com Pe. Iziquel Radvankei e “Jesus e sua Missão” abordado por Ir. Felicitas Santesteban e Renato Munhoz.
O final de semana foi completo por atividades que envolviam, palestras, trabalhos em grupos de vivencia, oficio divino da juventude, celebração Eucarística, animação, teatros, que fizeram do Passo a Passo um conjunto de alternativas para o trabalho juvenil.
Sendo a terc
eira edição do Projeto, ele tem se tornado algo fundamental para a organização juvenil que muitas vezes se vê perdida pela falta de formação. Com o objetivo de capacitar os líderes que já estão trabalhando e também daqueles adolescentes e jovens que apresentam potencial e interesse em assumir futuras lideranças, o Passo a passo realizará suas próximas etapas serão dias 25 e 26 de Abril e dias 13 e 14 de Junho de 2009. Os temas seguirão uma continuação do primeiro passo “Grupo, um caminho para a experiência humana e cristã” e “Passo a Passo na missão”.

Dom Orlando Brandes afirma que sistema carcerário 'vingativo' não recupera presos, mas também é preciso amparar quem sofre com a criminalidadeO arcebispo de Londrina, Dom Orlando Brandes, explicou na tarde desta terça-feira (24) em entrevista ao Portal Bonde as intenções dos católicos com a Campanha da Fraternidade 2009, cujo tema é "A Fraternidade e a Segurança Pública" e lema "A Paz é Obra da Justiça", frase extraída do livro bíblico do profeta Isaías, capítulo 32, versículo17.
"É preciso haver a justiça dos direitos humanos, da vida plena, dos bons salários, da escola para todos, porque a violência está ligada à miséria, à fome, ao tráfico de drogas. Não há paz sem igualdade social. Por isso, temos que trabalhar com as causas da violência", explicou Dom Orlando.
Como metas para as paróquias de Londrina, o arcebispo disse que a intenção é participar mais dos conselhos comunitários que englobam diversos setores, como saúde, educação, cultura. "Também queremos aprimorar o trabalho da Pastoral Carcerária, que hoje já é muito bom". Para Dom Orlando, também é preciso haver justiça no sistema carcerário. "Queremos um sistema carcerário educativo e não vingativo, um sistema que recupere os presos porque hoje as pessoas saem pior do que entraram", explicou.
No entanto, questionado sobre as críticas de que presos e acusados de crimes acabam tendo maior assistência do que as próprias vítimas, o arcebispo acabou por fazer um mea culpa. "A gente esquece muito das vítimas, por isso um dos pontos altos desta Campanha da Fraternidade será o auxílio às vítimas".
Segundo ele, a ajuda virá de três formas: religiosa, psicológica e financeira. "Vamos ouvir mais essas pessoas, para que façam seus desabafos; vamos falar sobre a importância de perdoar, mas também vamos ajudar financeiramente", explicou o Arcebispo.
Oficialmente a CF será lançada em Londrina nesta sexta-feira (26), durante uma missa celebrada na Catedral. As paróquias de igrejas católicas da cidade, no entanto, já começaram a promover discussões sobre segurança pública e formas de reduzir a violência. A missa de sexta-feira será celebrada pelo ex-arcebispo de Londrina, Dom Albano Cavallin, já que Dom Orlando participará de um ordenação de novos padres em Campo Mourão.
Leia os principais trechos da entrevista:
Bonde: Como devemos entender o lema da CF deste ano: "A Paz é Obra da Justiça"?
Dom Orlando: Queremos dizer que a paz é fruto da justiça, porque sem justiça social não há paz. É preciso a justiça dos direitos humanos, da vida plena, da escola para todos, dos bons salários.
Bonde: Isso se encaixa perfeitamente à realidade brasileira?
Dom Orlando: Se aplica sim, porque a violência está ligada à miséria, à fome, ao narcotráfico. Por isso queremos trabalhar as causas da violência.
Bonde: Como será feito isso?
Dom Orlando: Não é só pedindo mais policiamento – sabemos que isso também é necessário, mas não é só isso. Precisamos criar uma cultura de paz, de respeito dos direitos humanos, de vida digna, de política justa. Também queremos atenção especial ao sistema carcerário, para que seja educativo e não vingativo.
Bonde: De quem é a responsabilidade por fazer isso?
Dom Orlando: É um conjunto de responsabilidades. Cada cidadão é co-responsável por diminuir a violência, diminuindo, exemplo, os casos de violência doméstica contra as mulheres, as crianças e os velhos; as pessoas também podem participar de conselhos comunitários, fazer mutirões e contribuir muitos.
Bonde: E o poder público?
Dom Orlando: As autoridades também têm uma responsabilidade fundamental. A primeira delas é promover mudanças no sistema carcerário, que não recupera ninguém: o bandido sai pior do que entrou; em segundo lugar, os policiais também devem ter uma postura menos repressiva e mais de colaboração e não usar só de violência. E ainda também o fator psicológico, que é a neurose em relação à violência.
Bonde: Neurose?
Dom Orlando: Sim. É uma coisa que todo mundo sente. Em Londrina – até a Folha de Londrina publicou uma matéria sobre isso – 80% das pessoas têm medo da violência na cidade. Isso cria a indústria do medo, da qual fazem parte as empresas de cercas elétricas, câmeras de segurança, cachorros ferozes; então se vende mais armas para as empresas de vigilância.
Bonde: E como o poder público deve atuar na sua avaliação?
Dom Orlando: Não é só uma questão policial; a violência diminui à medida que aumenta a igualdade social; não pode haver segurança sem igualdade social. E outro fator importante é a família unida, estruturada, porque quem não é amado na família cresce com a violência interior. As escolas também têm um papel fundamental.
Bonde: A Igreja, concretamente, vai trabalhar como para reduzir a violência?
Dom Orlando: Temos várias propostas, como criar a comissão de Justiça e Paz; estar mais presente nos conselhos comunitários; e melhorar a pastoral carcerária que já faz um bom trabalho.
Bonde: Há uma crítica muito grande de que órgãos como a pastoral carcerária e o centro de direitos humanos atuam mais em favor de quem comete os crimes do que das vítimas desses crimes. O que o senhor diz em relação a isso?
Dom Orlando: Isso é verdade. A gente esquece muito as vítimas da violência. Mas uma dos pontos altos da campanha é auxiliar as vítimas, para que possam encontrar o perdão e perdoar quem lhes fez o mal. O perdão é muito melhor do que uma nova violência. Queremos que as vítimas sejam ouvidas, façam seu desabafo. Estamos nos colocando à disposição para auxílio religioso, psicológico e financeiro também, porque o homem não vive só de religião. Queremos ser solidários às vítimas.
Bonde: Outros pontos serão abordados durante a campanha da fraternidade deste ano?
Dom Orlando: Vamos discutir também a violência no trânsito, que mata muitas pessoas; segurança para nossas florestas; e temos que lembrar que a impunidade para os grandes criminosos é um fator de violência; quem tem dinheiro e poder não vai para a cadeia. Só os pobres, ladrões de ovos de galinha, é que vão.
Bonde: Como o senhor avaliou a Campanha da Fraternidade do ano passado, cujo tema foi a preservação da vida e a manifestação contra o aborto?
Dom Orlando: Muito positivo. Conscientizamos muita gente sobre a vida intra-uterina e o Congresso Nacional que ameaçava votar o projeto para descriminalizar o aborto não foi votado.